terça-feira, 5 de novembro de 2013

PED 2013 DM/PT Rio Urgente! Rubinho da Divinéia, Presidente Nº 587!!

          PED 2013
Chapa Municipal: Construindo um Novo ParTido no Rio de Janeiro, Nº 687.
Presidente DM PT/Rio: Rubinho da Divinéia Nº 587.
Chapa Estadual: Construindo um Novo ParTido no Rio de Janeiro, Nº 487
                                              
                                                  Tese/Propostas.

É possível reformar a sociedade pacificamente, através da vontade política e participação popular?
Socialismo: Conjunto de doutrinas que se propõem a promover o bem comum pela transformação da sociedade e das relações entre as classes sociais mediante a alteração do regime de propriedade. (Aurélio)
Socialismo Democrático: Garante a propriedade, a participação popular, pluralidade de partidos e as liberdades individuais. Possibilita a igualdade de oportunidades, auxiliando o crescimento da individualidade.
Como Fourier (1772-1837), considero natural que haja ricos e pobres; Mas, como Proudhon (1809-1865), me bato pela igualdade de oportunidades e deste discordo, quando criticava o poder do Estado.
Hodiernamente tem-se o Estado como o promotor do bem estar social. É seu fim precípuo prover o bem comum.  Algumas medidas tomadas pelo governo Lula e pela Presidenta Dilma, tem fundamentos no século XVIII, como bancos oficiais oferecendo crédito á juros mais baixos, forçando a concorrência comercial a fazer o mesmo, beneficiando toda sociedade; Universalização da Educação, em todos os níveis, como forma de dar condições de mobilidade social ao indivíduo; Autonomia da classe trabalhadora na organização da sua luta contra a exploração capitalista; Aumento dos salários; Construção de escolas, enfim..., estas últimas preconizadas pelo britânico Owen (1771-1858).
A humanidade está em contínuo movimento. Passamos por vários modos de produção desde as sociedades primitivas, quando não havia propriedade privada, até os dias atuais com o modo de produção capitalista, que está novamente em crise. Como pôr fim a lógica da reprodução do operário como operário, e do capitalista como capitalista?
Como Marx, sabemos que o Estado não supera a contradição de interesses da sociedade civil, pois está á serviço da classe dominante!
Norberto Bobbio, no início do século XX, traz a ideia do Neocontratualismo, qual seja: As forças sociais devem continuar agindo sem cessar, num processo constante e renovado, tendo no Estado o ponto de encontro da diversidade e do embate das forças, mediante as quais se dará o pacto social. Traz ainda, a ideia da democratização da vida social como um todo, estendendo mecanismos de discussão e livre decisão á organismos como trabalho, lazer, cultura, etc.
Resgatemos, por oportuno, a meu ver, as ideias deste notável político e professor de filosofia do direito.
No campo teórico, temos pontos de aproximação com a Social Democracia.
Ambos rejeitam a violência revolucionária para implantação do Socialismo, buscam superar o Capitalismo por meios Democrático-Parlamentar e não querem separar Socialismo e
Democracia!
Qual a diferença?
O Estado.
Para nós o Estado não é minimalista. Ao contrário, atua como gestor e promotor do bem estar social e trata de forma desigual, os desiguais, na medida de suas desigualdades. Foca o Povo, não o Mercado!
Prova disso é a recente decisão da Presidenta Dilma de redução do preço da energia elétrica, que irá beneficiar o conjunto da população, bem como o setor produtivo, assim como a desoneração do Preço das Passagens do Transporte Público no País, entre outras medidas, inclusive de distribuição de renda.
Aplicamos, no Socialismo, o princípio do Comunismo, qual seja: De cada um, segundo sua capacidade; A cada um, segundo suas necessidades.
A meu juízo, estamos em plena luta entre a vanguarda e os elementos que não querem mudanças por egoísmo, para manter o status quo.
O projeto Socialista Democrático do PT, representa a luta entre o progresso e as forças conservadoras, entre o novo e o velho!
 Elevamos o nível de consciência do Povo nos últimos 10 anos. Os avanços sociais no País deram dignidade á uma significativa parcela da população, incluindo-a no processo político do Brasil. A Cidadania está aflorada e as reivindicações qualificadas!
Os recentes protestos no País mostram um crescente descontentamento de parte da população com situações políticas postas, bem como com a prestação dos serviços públicos afetos ao Estado, lato senso, que carecem de qualidade e humanidade. O nível de conscientização da população dado o grande volume de informações que circula na sociedade, aumento da escolaridade, maior acesso á bens de consumo por parte da classe historicamente alijada do processo produtivo, entre outros fatores, combinada com a reação de setores conservadores da sociedade que não aceitam a ascensão da Classe C aos atuais padrões de Consumo e Cidadania proporcionada pela distribuição de Renda comandada pelo PT nestes 10 anos de poder, levaram ás lamentáveis cenas protagonizadas por esta elite intolerante, preconceituosa e reacionária Brasil afora.
A Elite Brasileira não sabe fazer Política: Quando vai fazer Oposição é o que presenciamos no Brasil nos últimos anos; Quando vai ás ruas do País para Protestar por suas causas, é Truculenta, Reacionária e Violenta, depredando o Patrimônio Publico e Privado, transformando o Brasil em cenário de Guerra que depõe contra tudo que se está construindo neste País, sobremaneira; Quando tenta excluir Partidos Políticos e Militantes dos mesmos do meio do movimento, demonstra toda sua incapacidade de fazer política e Arrogância, posto que o meio pelo qual se canaliza e se materializa as insatisfações da Sociedade é o Partido Político! Não há possibilidade de atuar na Política Brasileira, no exercício de mandato eletivo, independentemente de Partidos. E é oportunista, como nos mostra a história. Ao menor sinal de dificuldade aos seus interesses de Classe, adere sem escrúpulos á forças, inclusive externas, como também nos mostra a história, aqui e em outros Países, que supostamente possam garantir o Status Quo, á despeito dos interesses do Brasil enquanto Nação Soberana e Democrática.
O Partido dos Trabalhadores deve conduzir o Brasil á compatibilização da economia socialista com a política democrática, ou seja: Igualdade de oportunidades com liberdade individual. Nesse sentido, adaptar-se ás necessidades de novas formas de gestão do patrimônio público, impedindo privilégios ou exploração, combatendo vigorosamente a Corrupção e garantindo igualdade de oportunidades de trabalho e acesso aos bens produzidos pela sociedade.
O PT do Rio de Janeiro não deverá medir esforços no sentido de resgatar a importância da sigla no cenário local e nacional. Com muito trabalho e em sintonia com o PT/ Nacional atuaremos diuturnamente para a consecução desse objetivo. Temos quadros importantes no cenário político nacional; Temos história; Temos militantes apaixonados e dedicados á causa Socialista e faremos valer todo este patrimônio Petista  para recuperarmos o prestígio de outrora.

Avante PT/Rio!
Avante Brasil!


Propostas.
1- Atuar fortemente no PT/Rio em estreita sintonia com o PT/Nacional no sentido de orientar as lutas dos movimentos sociais, sindicatos, movimentos populares e demais instâncias do partido. Recolocar o PT nas ruas.
2- Realizar, no âmbito das 12 zonais, Caravana da Cidadania, nos moldes das realizadas pelo Presidente Lula e proposta pelo pré-candidato ao Governo do RJ Lindbergh Farias, para oitiva dos anseios da militância Petista na condução do partido no município do Rio de Janeiro.
3- Atuar, enquanto instituição, na consecução da implantação das Comissões da Verdade, de Anistia e das Comunicações, bem como colaborar na luta pela regulamentação das Comunicações no Brasil, principalmente observando o teor do Artº 223, &5º, CRFB/88.
4- Atuar fortemente, em sintonia com a militância, na construção da proposta petista para o Governo do Estado, resgatando o ideário Petista e concentrando o modo Petista de Governar e Legislar.
5-Atuar fortemente no sentido de empoderar as instâncias partidárias, dotando-as de instrumentos de ação, inclusive financeiros, através do Fundo Partidário, e chamando-as para atuar efetivamente na construção do PT que queremos, dividindo ônus e bônus da luta política.
6- Concentrar esforços para realizar uma espécie de recall de toda a militância do Rio de Janeiro em um amplo programa de Formação Política focado no momento por que passa a sociedade brasileira e no alcance do Projeto Brasil do PT, em curso desde 2002 e que está mudando, para melhor, a vida do povo, mas, que enfrenta pesados ataques da mídia e da elite conservadora, bem como do capital, no País inteiro.
7- Criar ferramenta de comunicação direta com a militância de modo que todos sejam informados de tudo que acontece na política partidária diariamente e possam tomar posições de forma clara, baseados em informação fidedigna.
8- Atuar fortemente para que haja igualdade de condições mínimas para todos os (as) nossos (as) candidatos (as) nos pleitos eleitorais, internos e externos, inclusive no que diz respeito ao tempo de TV.
9- Atuar fortemente para fazer valer o Estatuto Partidário em todos os tópicos vigentes, principalmente no que diz respeito á propriedade do Mandato, para que o quadro Petista que ocupar cargo público ou secretaria de governo atenha-se ao mesmo e defenda a aplicação do ideal Petista, ainda que não tenhamos a direção do Executivo ou Legislativo. Quem deve atuar nos poderes é o PT, não a pessoa em si.
10- Instituir Ouvidoria no PT/Rio como ferramenta de comunicação direta e termômetro da satisfação da população com relação à atuação e propostas do PT para o Estado e Município do Rio de Janeiro, bem como abrir a Sede ao público, tornando-a um Espaço propício ao encontro do Povo para o Debate Político e a Convivência Social.
11- Incluir a Cultura como Valor ás dimensões Econômica e Social e pautar a implantação do Vale-Cultura no Rio de Janeiro como política pública perene.
12- Defender e atuar fortemente para o fortalecimento do SUS no plano nacional e principalmente, no que concerne ao Rio de Janeiro; trabalhar para fortalecer as políticas de prevenção na rede básica de saúde.
13- Na questão da Segurança Pública fazer gestão para o fortalecimento do SUSP/PRONASCI com ênfase na política de aproximação, Polícia cidadã.

Avante PT/Rio!
Avante Brasil.!


                            Rubinho da Divinéia.
__________________________________________________
Bacharel em Direito.
Membro Eleito do Coletivo Estadual do Setorial Comunitário PT/RJ.
Secretário de Comunicação do DZ/2 do PT/Rio.
Coordenador do Núcleo PT/Divinéia.

Ex-candidato á Dep. Est. e á Vereador pelo PT.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Orgulho de Ser PT! Partido , Partido, É dos Trabalhadores!!



Em 2014 o #PT Vai Entrar Com Bola e tudo em todo #Brasil, com #Dilma Reeleita; 27 Gov; 513 Dep. Fed. e 81 Sen #PeTistas/#Aliados e dar de #Goleada na Oposição e na Internacional Capitalista, Avançando no Projeto que está mudando, Para Melhor, a Vida do Povo Brasileiro. Orgulho de Ser PT!

domingo, 29 de setembro de 2013

Lula diz estar pronto para a campanha de Dilma em 2014.

Ao Correio, Lula diz estar pronto para a campanha de Dilma em 2014 - Política - Correio Braziliense


'Se houver alguém que se diz lulista e não dilmista, eu o dispenso de ser lulista', diz o ex-presidente (Luludi/Esp. CB/D.A Press)
"Se houver alguém que se diz lulista e não dilmista, eu o dispenso de ser lulista", diz o ex-presidente


São Paulo A casa discreta no tradicional bairro do Ipiranga em nada lembra os palácios de Brasília mas seu principal inquilino ali trabalha cerca de 10 horas por dia, com a mesma disposição que, nos oito anos em que governou o Brasil, extenuava auxiliares - hoje reduzidos a uma pequena equipe.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levanta-se em São Bernardo do Campo às seis horas da manhã, faz duas horas de exercícios físicos, toma café e chega ao instituto que leva seu nome por volta das 9h, raramente saindo antes das 20h. Ali recebe políticos, empresários, sindicalistas, intelectuais, agentes sociais e personalidades em busca de seu apoio a uma causa ou projeto. Quase três anos após deixar a Presidência e depois da vitória contra o câncer, Lula declara-se completamente "desencarnado" do cargo e com a saúde restaurada, o que a voz, agora limpa das sequelas do tratamento, confirma.

Por telefone, ele é alcançado também por interlocutores de diferentes países, por convites para viagens e palestras no Brasil e no exterior. No ano que vem, o ritmo vai cair, pois ele vai ajudar, "como puder", na campanha da sucessora Dilma pela reeleição. "Se ela não puder ir para o comício num determinado dia, eu vou no lugar dela. Se ela for para o Sul, eu vou para o Norte. Se ela for para o Nordeste, eu vou para o Sudeste", disse o ex-presidente.

Nas instalações simples da casa no Ipiranga, o que denuncia o inquilino são as fotografias nas paredes, de momentos especiais da Presidência, selecionadas pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, que continua a seu lado, assim como os assessores Clara Ant, Luiz Dulci e Paulo Okamoto. Na sala de trabalho, em vez das cigarrilhas, chicletes sabor canela. Foi lá que, na quinta, 26, Lula recebeu o Correio para uma entrevista de duas horas em que não parou de falar. Da vida no poder e fora dele, da disputa eleitoral do ano que vem, passando por espionagem, Mais Médicos, mensalão e novos partidos. 

Lula também falou, pela primeira vez, sobre a Operação Porto Seguro, a investigação da Polícia Federal, que revelou um esquema de favorecimentos em altos cargos do governo federal e provocou a demissão de Rosemary Noronha, a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo. E disse ter saudades de Brasília: "O nascer e o pôr do sol no Alvorada são inesquecíveis".

Considerado um eleitor de 58 milhões de votos por conta do total de apoios conquistados na última eleição que disputou, em 2006, Lula confessou, sem dissimulação, que deixar o poder foi "como se me tivessem desligado da tomada". E que não foi fácil aprender a ser ex-presidente. Para evitar a tentação de dar palpites sobre o novo governo, disse que decidiu visitar 32 países nos primeiros 10 primeiros meses de 2011, até que o câncer foi descoberto, no dia de seu aniversário, 27 de outubro.

Vencido o calvário do tratamento, ele voltou à rotina no Instituto, vacinou-se contra o "Volta Lula", antecipando o lançamento da candidatura Dilma, e agora se prepara para mais uma campanha eleitoral. Ele acha que a presidente será reeleita, lamenta o desenlace da aliança com Eduardo Campos, embora reconheça as qualidades do governador para a disputa, evita especular sobre o destino dos votos de Marina Silva, caso ela saia da corrida, e parece revelar preferência por José Serra como adversário tucano, ao dizer que o PSDB terá mais trabalho para tornar Aécio Neves conhecido. Uma contradição com o que ele mesmo fez, ao lançar uma também desconhecida Dilma como candidata em 2010. Uma coisa é certa. "Desencarnado" e em plena forma, Lula será um "grande eleitor" em 2014.


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Deixar de ser presidente trouxe alívio ou pesar?
Não é fácil falar sobre isso. Eu achava que seria simples deixar a Presidência. O (João) Figueiredo, que saiu pela porta dos fundos, até pediu para ser esquecido. Quando a pessoa não sai bem, quer esquecer mesmo. Mas eu saí no momento mais auspicioso da vida de um governante. Eu brincava com o Franklin (Martins): se eu ficar mais alguns meses, vou ultrapassar os 100% de aprovação. Foi como se me desligassem de uma tomada. Num dia você é rei, no outro dia não é nada. Depois de entregar o cargo, cheguei a São Bernardo e havia um comício, organizado por amigos e pessoas do sindicato. O Sarney me acompanhou. Antes, visitei o Zé Alencar, choramos juntos. Eu fiquei danado da vida porque achava que ele devia ter ido à posse e subido a rampa de maca, mas os médicos não deixaram. Participei do comício e quando deu 11 horas da noite eu subi para o apartamento. Ao me despedir dos que trabalharam comigo na segurança e voltariam a Brasília, o general me disse: "Olha presidente, daqui a três dias os celulares da Presidência serão desligados e os carros serão recolhidos". Mas levaram apenas três minutos para me desconectarem. Este é o lado hilário da coisa. Mas ser ex-presidente é um aprendizado sobre como se comportar, evitando interferir no novo governo. Quem sai precisa limpar a cabeça, assimilar que não é mais presidente. Mas é difícil sair de um dia a dia alucinante, acordar de manhã e perguntar: e agora? 

Mas como conseguiu resolver o "desligamento"?
Entre março de 2011 e a descoberta do meu câncer, em outubro, eu fiz 36 viagens internacionais, visitei dezenas de países africanos e latino-americanos. Eu queria ficar fora do Brasil para vencer a tentação de ficar dando palpites. Decidi voltar para o Instituto, que eu já tinha, e comecei a trabalhar aqui. No dia do meu aniversario fui levar a Marisa para fazer um exame mas acabaram descobrindo o câncer em mim. E aí foi um ano de tortura. Nunca pensei que fosse tão difícil fazer quimioterapia e radioterapia. A doença, a internação, o fato de não poder falar ajudaram no desligamento. Fui desencarnando e hoje isso está bem resolvido na minha cabeça. Este ano, no evento dos 10 anos de governos do PT, quando eu disse que a Dilma era minha candidata, eu queria tirar de vez da minha cabeça a história de voltar a ser candidato. Antes que os outros insistissem, antes que o PT viesse com gracinhas, antes que os adversários da Dilma viessem para o meu lado, eu resolvi dar um basta e fim de papo. 

Mesmo com eventuais "Volta Lula", com manifestações, crises?
Mesmo. Hoje há pessoas defendendo o fim da reeleição. Eu sempre fui contra a reeleição mas hoje posso dizer que ela é um beneficio, uma das poucas coisas boas que copiamos dos americanos. Em quatro anos, você não consegue realizar uma única obra estruturante no pais. Depois, o eleitor pode julgar o governante no meio do período. Bush pai não se reelegeu, Carter não se reelegeu. Mas foi bom para os Estados Unidos o Clinton ter governado oito anos. 

O senhor não ficou tentado a buscar o terceiro mandato, quando o deputado Devanir apresentou aquela emenda?
Eu fui contra. Chamei o partido e disse: não quero brincar com a democracia. Se eu conseguir o terceiro, amanhã virá alguém querendo o quarto, o quinto. Sou amplamente favorável à alternância no poder, de pessoas e de segmentos sociais. Comigo, pela primeira vez um operário chegou à presidência. Com a Dilma, a primeira mulher. Quer mais mudança do que isso? Quero que o povo continue mudando. Para errar ou acertar, não importa.

Deixar o poder traz mais liberdade?
Eu nunca tive liberdade, nem antes nem depois. Fiquei oito anos em Brasília sem ir a um restaurante, a um aniversario, a um casamento, porque tinha medo daquele mundo futriqueiro de Brasília. Mesmo hoje, prefiro passar o final de semana em casa, de bermudas.

Mas afora os problemas do poder, alguma saudade de Brasília?
Olha, o nascer e o pôr do sol no Alvorada são para mim inesquecíveis. Todos os domingos de manhã, eu e Marisa pescávamos. Há um lago no Torto, outro no Alvorada, e há o Lago Paranoá. Houve um dia em que a Marisa pegou 26 tucunarés, ali no píer onde fica o barco da Presidência. Disso eu tenho saudade. Não pude conviver, por precaução minha. Mas o céu de Brasília é muito bonito. O clima é extraordinário, o padrão de vida do Plano Piloto é invejável. Não é mais aquela cidade criticada porque não tinha esquinas. O povo soube fazer suas esquinas.

O que considera como mudanças importantes deixadas por seu governo?
As coisas que foram feitas, se em algum momento foram negadas, a verdade foi mais forte que a versão. A ONU acaba de reconhecer, com dados irrefutáveis, que o Brasil foi o pais que mais combateu e reduziu a pobreza nos últimos 10 anos. Eu queria provar que quando o Estado assume a responsabilidade de cuidar dos pobres, isso tem efeitos. Tenho muito orgulho de ter sido um presidente que, sem ter diploma universitário, foi o que mais criou universidades no Brasil, o que mais fez escolas técnicas, o que colocou mais pobres na universidade... Já houve presidentes da República que tinham diplomas e mais diplomas, fizeram muito pouco pela educação. Nós provamos que era possível fazer porque decidimos que educação não era gasto, era investimento. A outra coisa de que muito orgulho é de ter sido o primeiro presidente que fez com que o povo se sentisse na Presidência. 

E o quê o senhor considera o maior erro de seu governo?
Certamente cometi muitos erros. Os adversários devem se lembrar mais deles do que eu. Mas fiz as coisas que achava que poderia fazer. Há quem me pergunte se não me arrependo de ter indicado tais pessoas para a Suprema Corte. Eu não me arrependo de nada. Se eu tivesse que indicar hoje, com as informações que eu tinha na época, indicaria novamente.

E com as informações atuais?
Eu teria mais critério. Um presidente recebe listas e mais listas com nomes, indicados por governadores, deputados, senadores, advogados, ministros de tribunais. E é preciso ter quem ajude a pesquisar e avaliar as pessoas indicadas. Eu tinha o Márcio Tomas Bastos no Ministério da Justiça, o (Dias) Toffoli na Casa Civil... Uma coisa que lamento é não ter aprovado a reforma tributaria, e tentei duas vezes. Hoje estou convencido de que não poderá ser feita como pacote, mas fatiada, tema por tema. Eu mandava um projeto com apoio de todo mundo mas as forças ocultas de que falava o Jânio se apresentavam nas comissões do Congresso e paravam tudo. Eu receava também que segundo mandato fosse repetitivo, com ministros não querendo trabalhar. Foi aí que tivemos a ideia do PAC. Mas acho que poucos conseguirão repetir o que fizemos entre 2007 e 2010. Era o time do Barcelona jogando. Tudo fluiu bem. Posso ter errado mas não tenho arrependimentos. Tenho frustração de não ter feito mais. 

Voltando à indicação dos ministros do STF. Hoje, se o senhor pudesse voltar no tempo...
Nem podemos pensar nisso. Eu não sou mais presidente, eles já estão indicados e irão se aposentar lá.

O senhor continua fazendo palestras?
Tenho feito mas vou reduzir. No ano que vem vou me dedicar um pouco à campanha. Vocês sabem que um ex-presidente da Republica não tem aposentadoria. Não tendo aposentadoria de outra origem, terá que ser mantido pelo partido dele ou terá que se virar. Mas você só é convidado para fazer palestras se tiver sido exitoso no governo. O Fernando Henrique inovou e passou a fazer palestras. O PT ofereceu-me um salário e eu agradeci. Eu mesmo ia tratar da minha sobrevivência.

 (Luludi/Esp. CB/D.A Press)


O que acha das criticas de que existiria conflito de interesses quando as empresas têm contratos com o governo?
Acho uma cretinice. Primeiro porque não faço nada além do que eu fazia como presidente. Eu tinha orgulho de chegar a qualquer pais e falar da soja, do etanol, da carne, da fruta, da engenharia, dos aviões da Embraer... Eu vendia isso com o maior prazer do mundo. Com orgulho. Eu achava que isso era papel do presidente da Republica. Quando Bush veio aqui, fomos a um posto que vendia etanol. E havia lá um carro da Ford e outro da GM. Chamei o Bush para tirarmos uma foto e ele disse que não podia fazer merchandising de carro americano. Só que ele estava com um capacete da Petrobras na cabeça. Eu falei: "Então fica você aqui que eu vou lá". Se eu puder vender as empresas brasileiras na Nigéria, no Catar, na Líbia, no Iraque, na África, eu vou vender. Estas críticas também refletem o complexo de vira-lata. É não compreender o sentido disso. Tenho orgulho de saber que quando cheguei à Presidência não havia uma só fabrica brasileira na Colômbia e hoje existem 44. Havia duas no Peru e hoje são 66. De termos ampliado nossa presença na Argentina ou na África. Se não formos nós, serão os chineses, os ingleses, os franceses. E não são apenas empresas de engenharia. Hoje temos fábrica de retro virais em Moçambique, SENAI e escolinhas de futebol do Corinthians em mais de 13 países africanos. Agora mesmo me pediram para tentar levar o vôlei para a África, onde o esporte não existe. E vou ajudar com o maior prazer. Só não vou jogar porque tenho bursite. Mas veja a malandragem. Todas as empresas, inclusive as de jornais e de televisão, têm lobistas em Brasília. Mas são chamados de diretor corporativo ou institucional. Agora, se alguém faz pelo pais, é lobista. Faz parte da pequenez brasileira. Veja o caso da Copa do Mundo. Todo país quer sediar uma Copa do Mundo. O Brasil não pode. Ah, porque temos problemas de saúde e moradia! Todos os países têm problemas, e por não pode ter Copa do Mundo e Olimpíada? E o quanto uma nação ganha com isso, do ponto de vista cultural, do ponto de vista do desenvolvimento? Qual é a denúncia contra as obras?

Nos protestos, a crítica era ao custo das obras...
Ora, se em 1960 o Brasil pôde fazer um estádio para a Copa do Mundo, em 2013 não podemos fazer outros? Pergunto qual é a denuncia? Eu deixei dois decretos, um sobre a Copa outro sobre a Olimpíada, que estão no site da CGU. Perguntem ao Jorge Hage onde tem corrupção na Copa. O TCU designou um ministro, o Valmir Campelo, encarregado de fiscalizar especificamente os gastos com a Copa. Perguntem a ele onde há corrupção. A Copa está marcada e tem que ser feita com a maior grandeza. Se alguém praticar corrupção, que seja posto na cadeia. Já conversei com os patrocinadores sobre a necessidade de uma narrativa diferente para a Copa do Mundo. Vi na TV pessoas chorando no Japão, que vai sediar uma Olimpíada. E vi um jornalista dizer que tudo bem, o Japão está retomando o crescimento, diferentemente do Brasil, que ainda é pobre. Então Olimpíada é só para países doG-8? E ainda que fosse, o Brasil está no G-6. Não me conformo com o complexo de vira lata e com o denuncismo infundado. Precisamos de uma lei que puna também o autor de denúncia falsa. 

Falando nas manifestações, o que mudou com elas no Brasil?
Eu acho que fizeram muito bem ao Brasil. Com exceção dos mascarados. Todas as reivindicações que apresentaram, um dia nós também pedimos. Veja o discurso de (Fernando) Haddad na campanha de São Paulo: "Da porta da casa para dentro a vida melhorou, mas da porta para fora ainda precisa melhorar." Hoje muito mais gente anda de carro mas o transporte público não melhorou. Eu andava de ônibus lotados como latas de sardinha em 1959, e continua a mesma coisa. O Haddad agora me disse: "Precisando de tanto dinheiro, conseguimos reduzir em 50 minutos o tempo de viagem só com latas de tinta". As faixas exclusivas para ô ônibus tiveram uma aprovação de 93% das pessoas. O povo nos disse o seguinte: "Já conquistamos algumas coisas e queremos mais". As pessoas querem mais, mais salário, mais transporte, melhorarias na rua, e isso é extraordinário. Nem dá mais para ficar dividindo tarefa: isso é com o prefeito, isso com o governador, aquilo com o presidente. Agora é tudo junto. 

Haddad não errou, quando demorou a recuar na tarifa?
Houve muita gente ponderando para o Haddad que era preciso recuar. Se ele tivesse dado o aumento em janeiro, não tinha acontecido o que aconteceu. Ele e o prefeito do Rio foram convencidos de que, adiando o aumento, ajudariam no controle da inflação. Eles concordaram e tudo caiu nas costas deles. Meu primeiro movimento foi mostrar ao Haddad que aquilo não era contra ele, que ainda estava muito novo no cargo: "Haddad, levante a cabeça, tira proveito disso, que bom que o povo esta se manifestando". Acho que ele demorou uns dois ou três dias mas foi correto. E o transporte é caro mesmo... Enfim, as manifestações nos ensinaram que o desejo do povo de mudar as coisas é infinito. Nós todos queremos sempre mais. Quem consegue um aumento de 10% nos salários e logo depois quer outro. Quem consegue comprar carne de segunda passa a querer carne de primeira. Tínhamos 48 milhões de pessoas que andavam de avião em 2007. Em 2012, eram 103 milhões. Hoje tem gente que entra no avião e não sabe nem guardar a mala. Alguns acham isso ruim. Eu acho ótimo. Tem mais gente indo a restaurantes, a museus, a institutos de beleza, e isso é um bom sinal. A única coisa que eu critico é a negação da política. Ela sempre resulta em algo pior, como o fascismo, o nazismo. Tenho dito ao PT para enfrentar o debate. Vamos perguntar aos tucanos por que eles derrotaram a CPMF, tirando 40 bilhões da saúde por ano em meu governo, achando que iam me prejudicar. E eu disse: quem vai pagar é o povo.

 (Luludi/Esp. CB/D.A Press)


E o programa Mais médicos, é uma boa solução?
É uma coisa fantástica mas vai fazer com que o povo fique ainda mais exigente com a saúde. O sujeito vai subir o primeiro degrau. Vai ter um médico que vai lhe pedir os primeiros exames, e a saúde vai ser problema outra vez. Discutir saúde sem discutir dinheiro, não acredito. E não adianta dizer, como fazem os hipócritas, que o problema é só de gestão. Chamem os 10 melhores gestores do planeta e perguntem como oferecer tomografia, ressonância, tratamento de câncer, sem dinheiro. O hipócrita diz: "Eu pago caro por um plano de saúde, porque o SUS ao me entende". Mas quando ele vai fazer a declaração de renda, desconta tudo do imposto a pagar. Então quem paga a alta complexidade para ele é o povo brasileiro. E aí vem a FIESP fazer campanha para acabar com a CPF. Não foi para reduzir custos mas para tirar do governo o instrumento de combate à sonegação.

O Mais Médicos é uma marca de governo para Dilma?
Os médicos brasileiros que protestaram sabem que cometeram um erro gravíssimo. O (Alexandre) Padilha tem dito, corretamente: "Não queremos tirar o emprego de médico brasileiro. Queremos trazer médicos para atender nos locais onde faltam médicos brasileiros". Em vez de protestar, eles deveriam ter feito um comitê de recepção aos colegas estrangeiros. E Deus queira que um dia o Brasil forme tantos médicos que possa mandar médicos os para um pais africano. É admirável que um pais pequeno como Cuba, que sofre um embargo comercial há 60 anos, tenha médicos para nos ceder. Hoje há maquinas que descobrem o câncer com menos de um milímetro. Mas quantos têm acesso a isso? Saúde boa e barata e não existe, alguém tem que pagar a conta. Num país em construção, como o nosso, sempre haverá protestos. Temos de consolidar a democracia, sabendo que ela não pode ser exercitada fora da política. Tem gente que diz "eu não sou político" e começa a dar palpite na política. Esse é o pior político. Como eu fui ignorante, dou meu exemplo. Em 1978, no auge das greves do ABC, eu achava o máximo dizer: "Não gosto de política nem de quem gosta de política". A imprensa paulista me tratava como herói. Eu era "o metalúrgico". Dois meses depois, eu estava fazendo campanha para Fernando Henrique, que disputava o Senado por uma sublegenda do MDB. Dois anos depois, eu estava criando um partido político. Ninguém deve ser como o analfabeto político do Bertolt Brecht. Não se muda o país sem política.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Presidenta Dilma. Pronunciamento 7 de Setembro



Eles Idealizaram perpetuarem-se no Poder e criaram o instituto da Reeleição e, sabe-se lá com que "argumentos", passaram a Emenda á Constituição. Agora que Nós estamos no Poder, Mudando para Melhor a vida do Povo e População do Brasil, e os prognósticos são de que ficaremos por muitas Eleições mais, querem o Fim do Instituto!?
Sou Contra o fim da Reeleição.
O PT, pela Vontade Soberana do Povo, Está no Poder e aí ficará pelo tempo que o Povo desejar e enquanto nós efetivamente correspondermos ás expectativas de nossa gente!
Chapa"Construindo Um Novo PT/ Rio" e Tese Registrada!#PED2013 #PT/#Rio,Urgente! @RubinhoDivi Presidente! #ReformaPolíticaJá! #PlebiscitoJá!!